A base do Ágil é a confiança

No trabalho do conhecimento, e consequentemente em Agilidade, o nível de confiança de uma equipe tem alta correlação com sua performance. O Google definiu isso como “segurança psicológica” em seu famoso projeto Aristóteles (https://www.nytimes.com/2016/02/28/magazine/what-google-learned-from-its-quest-to-build-the-perfect-team.html) e é o fator mais importante em times de alta performance.


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Em equipes que usam scrum, kanban ou que tentar ser ágeis de alguma forma, quanto mais confiança entre os membros da equipe e entre a equipe e o resto da empresa, menos necessário é o comando e controle. Por outro lado, se você acha que a sua equipe é preguiçosa, desonesta e/ou incompetente, a tendência é a criação de cada vez mais mecanismos de controle para garantir que as pessoas estejam “valendo o investimento” que foi feito nelas. Nesse contexto contrata-se sem cuidado e oferecendo o mínimo possível em termos de remuneração, benefícios, etc e ainda assim tenta-se extrair o máximo de produtividade acrescentando controles. Num ambiente de insegurança, cada pessoas vai estar focada em sobreviver e não em dar o seu melhor para a equipe. Se eu acho que o erro é inaceitável na minha equipe ou empresa, vou viver com medo, sempre em estado de alerta, e provavelmente procurando uma forma de sair desse ambiente. Óbvio que não funciona. Quanto mais a equipe se sente segura para ser vulnerável no ambiente de trabalho, maior a colaboração entre os membros. Colaboração é fundamental para bons resultados no contexto do trabalho do conhecimento, pois as soluções emergem muito mais facilmente das interações entre as pessoas do que de um gênio solitário imerso no problema.



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