Jogos infantilizam a sua empresa?

Como game designer e consultor de gamificação estratégica já ouvi algumas vezes que jogos ou mecanismos de gamificação não tem espaço no ambiente corporativo pois “infantilizam” os colaboradores ou as relações.

Discordo.



Esses comentários normalmente tem implícita a ideia de que coisas divertidas não tem espaço no mundo do trabalho. Trabalho é coisa séria, não pode ser divertido ou leve ou, como diria um amigo, “se fosse pra fazer algo que você gosta não precisavam te pagar”. Por outro lado, ninguém acha estranho o tipo de bullying velado contido em comentários do tipo “Já vai embora? Tá desmotivado?”, tão comuns nas firmas...

Muitos estudos (alguns exemplos nos comentários abaixo) mostram a importância do playfulness no trabalho e o quanto isso pode levar a um ambiente mais leve, de maior confiança e mais produtivo. Um jogo ou uma iniciativa de gamificar algum processo ou treinamento corporativo não precisa ter um visual bobo ou infantil.

O que realmente infantiliza os colaboradores é o excesso de controle, os diversos níveis hierárquicos que distanciam uma pessoa da autonomia e da responsabilidade sobre o seu trabalho. Na minha opinião, nada é mais infantil do que alguém que diz “fiz isso porque meu chefe mandou”.

O que você acha?


https://www.ted.com/talks/stuart_brown_play_is_more_than_just_fun

https://www.bcg.com/pt-br/publications/2018/playful-corporation.aspx

https://www.newsweek.com/funny-people-higher-iq-more-intelligent-685585

https://medium.com/swlh/playful-adults-are-smarter-fun-is-brain-hygiene-says-science-29fff62256f4

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